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Archive for Geral

Ouve, mas não aceites

Se te disserem que dificilmente chegarás lá.
Se te disserem que é impossível.
Se te fizerem crer que estás no mau caminho.

E se por acaso tiveres dúvidas, escuta. Perscruta. Ouve. Acredita em ti e dificilmente perderás o Norte, mesmo que isso implique recomeçar de novo.

Há vida na ribeira das jardas!

Nunca imaginei dizer isto enquanto vivo. Há patos a “passear” na ribeira das jardas, e a julgar pela quantidade e tempo que lá passam, até diria que gostam!
Para o público forasteiro ao Cacém, um pouco de história: a ribeira das jardas, também conhecida por ribeira da água alva, é um curso de água que divide as freguesias entre Belas e Rio de Mouro. Actualmente não sei se ainda é assim, só sei que o pivete pútrido e infecto que antes emanava do seu seio, deu lugar a um aroma mais suportável e primaveril após as intervenções urbanísticas do programa pólis naquela área.

E prova disso são as imagens recolhidas no início deste ano, aonde se pode ver Vida! Sim, Vida… a disfrutar alegremente do rego e margens da ribeira como se de aqua-alba se tratasse!

ribeira das jardas

A idade de Jesus Cristo

Foi neste fim de semana que visitei a minha família mais a Norte mas não tanto (Cadaval). Fiquei pensativo quando o meu sobrinho Rafael, curioso me pergunta – Que idade tens tio? A tia responde-lhe com – A idade de Jesus Cristo. E levei este pequeno enxerto da conversa que estavamos a ter, para no dia seguinte ao tomar café me surgir a seguinte questão na cabeça: Se eu morresse hoje, o que teria feito de grandioso?
Contrastando com Jesus (nem seria preciso usar o photoshop), concerteza muita pouca gente daria pela minha falta, além de que os meus feitos em nada se comparam quantitativamente ou qualitativamente. Ou talvez não.
Ora vejamos:

  • Fiz a estrutura de um caracol 1×1mt toda em arame na faculdade que me deixou bastante orgulhoso na altura, até que um dos meus queridos familiares a enviou pro lixo (obrigado[sarcasmo]!); Cristo fez umas tigelas artesanais de barro no seu prime artístico.
  • Consegui acabar o dito curso, apesar dos interregnos forçados e da constante pressão laboral; Cristo apesar de ter sido brindado com genoma demiurgo da melhor qualidade, não passou sequer do ensino básico.
  • Depois do curso, fechei-me 1 semana em casa até acabar o GTA vice-city; Cristo nem passaria o 1º nível do arkanoid.
  • Socorri o meu pai após este ter sofrido um AVC; Cristo socorreu uns poucos mais, mas isso são números apenas.
  • Fiz retratos lindíssimos da bela Tatiana, do meu sobrinho Rafa, e da filhota da minha dentista num período atribulado da minha vida (há outros?); mais uma vez, as tigelas de Cristo não são páreo para as minhas criações.
  • A minha actividade como freelancer desde que cessei contrato está a florescer como nunca; Cristo já fechou portas e abriu falência.

Mesmo assim confesso que a minha distância a Jesus ainda é enorme, que isso não sirva pra me desanimar! Ainda faltam 3 meses para o apanhar…

Vicissitudes da vida de um carteiro

Apesar de nada ter a ver com webmail, é com algum regozijo e bastante espanto que me revejo na pele de um carteiro e que agora, passados 3 meses, acho que estou bem a tempo de fazer um balanço da luta que tenho travado por essas estradas alheias e, algumas delas, anónimas. Sem nome mesmo!

Isto para dizer em poucas palavras  – ser carteiro não é fácil – pronto, já disse. Para lá do aspecto pacato e da liberdade aparente destes profissionais que andam “a passear” ao mesmo tempo que entregam uma cartinhas, está uma profissão dura, desgastante, de elevada responsabilidade, mas ao mesmo tempo simpática, dinâmica, sociável e muito recompensadora. Digo isto porque as semanas passadas sobre a torreira, o frio, a chuva, os infindáveis carimbos e outras burocracias, contrastam com a libertinagem de andar de mota, sem chefes por cima do ombro, com uma ou outra pessoa interessante com quem podemos trocar dois dedos de conversa, e com outros personagens menos afáveis que certamente não deixam tanta saudade.

A minha curva de aprendizagem foi bastante íngreme. Deram-me um giro com mais de metade das casas sem número o que dificulta bastante o trabalho. Ter de entregar o correio baseando-me em referências como: “casa verde”, “2x depois do matadouro á direita” e “a seguir ao homem que enfardou o filho”, seria tarefa fácil no universo do Gmail mas não é a mesma coisa neste universo de mais de 500 caixas postais.

Esta foi a minha praxe. Não se vai concerteza repetir, mas vou retirar daqui importantes lições. Uma delas é a de que não existe impossível! Outra das lições que aprendi foi acerca da minha capacidade de tolerância e resiliência. 

Alturas houve em que estive prestes a deitar a toalha ao chão. Não bastasse a chacota dos colegas pelos pequenos deslizes com a mota enquanto me habituava a esta, certos tralhos foram fortes o suficiente para me abalar o espírito ao ponto de chegar a pensar “será que isto é mesmo pra mim?”. Em especial, lembro-me do último, situado numa subida íngreme, com excesso de confiança e falta de precaução atrevo-me a ir lá de mota, como fui ensinado e como o fiz anteriormente. Só que dessa vez, e com uma mota cuja mudança insistia em saltar, não tive tanta sorte. Fui a resvalar de marcha-atrás tentando em vão travar o impacto iminente sem sucesso. Levei com 100kg de mota em cima do meu ainda dorido e inchado tornozelo da última queda. [ai!]

Enfim, situações destas fazem parte. Temos de nos habituar à ideia de que elas acabam por acontecer quando menos se espera. Por isso é melhor ficar de olho vivo e pelo menos, evitar que se repitam.

Mas se há dias cinzentos, também há outros que valem a pena recordar. No outro dia estava a entregar correio no Talefe enquanto o habitual cãozinho da família ladrava obstinadamente, tentando julgo eu, alertar os donos pra minha presença. Entretanto vem a dona á janela e começo a fazer-lhe algumas perguntas sobre o destino das cartas que tinha pra entregar. Quando estou pra abalar dali reparo num estranho silêncio de fundo - já não se ouvia o ladrar do cão! E eis que a sra sai de casa e me pergunta – Mas você pontapeou o bicho? Ao que eu ainda sem compreender o que queria ela dizer com aquilo, penso – mais depressa pontapeava o dono – respondo-lhe – Eu?! Ora essa, e porquê? E nisto procuro o animal e vejo que este está prostrado no chão quase em opistótono e de patas pro alto. Saio da mota e vou ver de perto o cão, que agora começa a recobrar a consciência e combalido, refugia-se na sua casota para recobrar forças.

O que aconteceu? Bem, a explicação simplista e apesar da sua provecta idade, foi de que ladrou tanto que se esqueceu de respirar.  :D

Outro simpático quadrúpede que visito quase todos os dias é um pastor alemão que se empoleira no portão com as duas patas e a cabeça de fora. A princípio intimida, mas depois começo a afeiçoar-me ao bicho pois algo no “tom de ladrar” dela me diz que realmente não quer morder, mas sim encenar uma atitude responsável e protectora do que lhe foi confiado. E isso curiosamente foi-se-me tornando mais notório á medida que avançava com uma festinha aqui e ali e “conversava” com ela. Tem dias! Outros há em que me morde os preciosos dedinhos [ai!], mas o ladrar é quase sempre em tom de choro…é engraçado. Um dia destes deixo de a ouvir por instantes e quando estou para arrancar, eis que me prega um susto de morte ao se pôr à frente da mota. Tinha saído pelo outro portão enquanto depositava o correio e decidiu pregar uma partida ao carteiro, a safada…

O que vale é que toda a recruta tem um fim. E esse fim está á vista. Há no entanto ainda muito que aprender, ensinamentos que aguardam ao bater da curva. E eu estarei atento, ao mesmo tempo que me ergo das cinzas e arrumo as minhas gavetas.

Navegar Light

Como sou um recente surfer da zapp e tenho um limite de download|upload singelissimo (1GB/mes!), tive de repensar seriamente na forma como navego, pois agora todo o minúsculo bit conta.

Comecei por cortar nos downloads, obviamente. Algo mais do que um .pdf técnico, uma extensão/plugin ou um pequeno (<1MB) ficheiro .zip está fora de questão.
Por isso, se quiserem mesmo emagrecer as taxas de transferência ao máximo e ainda assim ter uma experiência aceitável de navegação web, sigam de perto estes passos:

  • download do firefox
  • instalar add-ons: ad-block plus, fasterfox e se conseguirem, noscript
  • aumentar a capacidade da cache do browser

Fora isso há mil e uma outras praticas no teu dia-a-dia que te podem ajudar a conservar o teu consumo:

  • GMail: configurar para “load basic HTML” e não carregar imagens por defeito.
  • Considerar o uso de um leitor de feeds ao invés do browser. ex: FeedReader
  • desligar auto-download-updates do windows (e de outras aplicações)
  • Bloquear acesso ao youtube e não fazer download de filmes! :D

Qualquer outra sugestão é, obviamente, bem-vinda e se tiverem algum problema a configurar estes passos, mandem um mail k eu ajudo se puder.

invasão de WiFi alheio? ou o contrário?

Será k usar a rede WiFi aberta do vizinho pra checar o mail ou consultar um horario é crime? Será k usar a luz do exterior do vizinho pra ler um livro é crime? Eu não acho, mas acho esta história bem mais engraçada.

Pra k saibam eu mantive durante muito tempo o meu AP aberto até recentemente que quando comecei a detectar abusos, vi-me obrigado a fechar a torneira.

Se tiverem tempo, este Sr. resume em sábias palavras o k eu tou pra aki a dizer.

Ou então, apreciem esta imagem soberba enquanto a vossa conta de ISP aumenta…

A dor, a dor

(…) O que me inveja não são esses jovens, esses fintabolistas, todos cheios de vigor. O que eu invejo, doutor, é quando o jogador cai no chão e se enrola e rebola a exibir bem alto as suas queixas. A dor dele faz parar o mundo. Um mundo cheio de dores verdadeiras pára perante a dor falsa de um futebolista. As minhas mágoas que são tantas e tão verdadeiras e nenhum árbitro manda parar a vida para me atender, reboladinho que estou por dentro, rasteirado que fui pelos outros. Se a vida fosse um relvado, quantos penalties eu já tinha marcado contra o destino? (…)
(Mia Couto, in O fio das Missangas)

Não sou eu a dar uma de culto, foi um colega meu k me presenteou com este belo texto no meu ultimo aniversário. Como a bola é um dos meus tópicos favoritos (sarcasmo) axei apropriado.

Thx Nuno

era como fazíamos em pequenos… lembram-se?

Depois de ouvir esta noticia:

é como faziamos em pequeno…
tu estas-me a dever dinheiro…
o antonio deve-te a ti….
entao tu dizes que quem tem de me pagar é o antonio :P
e eu fico feliz e descansado apesar de nao conhecer o antonio

Manutenção de um baixo – Parte 1

Vou dar início ou antes, um acompanhamento de um processo de limpeza e set-up de um baixo em madeira. Pra facilitar a leitura ( e o meu trabalho , eh eheh) , vou dividir esta demonstração em 3 partes. E aqui vai a primeira:
Já era mais que tempo de dar uma ‘limpeza’ ao corpo do meu Warwick Streamer Stage I.inicio das operaçoes
Este magnifico machado de guerra tem um design neck-trhough-body o que dificulta a operação de lixar de forma homogénea a sua área. Por um lado kero retirar akele aspecto de sub-cave k se traduzia essencialmente num tom castanho sujo com manchas esverdeadas e várias mossas. Por outro, kero preservar a fluidez do braço, algo k, julgo não ser fácil depois de o lixar.
A primeira fase é reunir o material necessário pra operação. Tenho uma lixadora electrica, lixa de grão fino e para madeira, convém arranjar um nº superior a 180 pra acabamentos, ferramentas pra desaparafusar todos os componentes ( não pensem k conseguem fazer isto sendo preguiçosos ), óleo de cedro, WD-40 ( ou BALA pra desapertar alguns parafusos teimosos),e finalmente , algodão.

Já explico tudo a seguir e o propósito do algodão também. Depois de termos tudo pronto podemos começar por desmontar o baixo todo. Quanto menos peças no caminho, melhor. Por isso vamos retirar as cordas, os potenciometros, os pickups, a ponte e tudo o resto k possa de alguma forma servir de obstáculo á passagem da lixadeira elétrica.parcialmente desmontado

Com o baixo ‘desnudado’ vamos preparar-nos pra lixar toda a sua superfície. Mas primeiro, há k tapar alguns buracos k não keremos ver entupidos. E aki é k entra o algodão, k podia ser outra coisa como fita adesiva. Aplico nas cavidades dos pickups pra k não entre pó pro compartimento do circuito electrónico.sem obstaculos

Música no século XXI

Novas formas de fazer música, estão aí ao virar da eskina. Brutal!

Já agora, estes também ficam bem neste post (thx Rita):

gadelhudo

glumbert

Ou aki: http://www.dailymotion.com/video/xsirr_concert-sauvage-dans-le-metro

Workshop com o Perna

Treinando e aperfeiçoando movimentaçãoEste fim de semana foi a doer! Desenganem-se akeles k pensam k os angoleiros são uns bêbados foliões… Capoeira Angola não é brincadeira e exige muuuuuuuito da tua condição física.

Pernalonga no Youtube

Na workshop de instrumentação

Fim de ano em Monsaraz

K terra maravilhosa. Outra coisa não seria de esperar do alentejo, mas depois de anos de vivencias nas metropoles, so se pode suspirar de alívio ao nos aproximar-mos do campo. O resto da história provavelmente está melhor relatada aki:

http://kosbb.blogspot.com/2007/01/memrias-de-uma-noite-sem-fim.html

Não foi um grande concerto, mas foi uma grande noite sem dúvida!

fim de ano em monsaraz

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