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Ouve, mas não aceites

Se te disserem que dificilmente chegarás lá.
Se te disserem que é impossível.
Se te fizerem crer que estás no mau caminho.

E se por acaso tiveres dúvidas, escuta. Perscruta. Ouve. Acredita em ti e dificilmente perderás o Norte, mesmo que isso implique recomeçar de novo.

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Tati said,

August 31, 2009 @ 2:27 pm

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

arakno said,

September 1, 2009 @ 6:59 am

Sábios conselhos de um autor que ainda não consegui ler… e aproveitando a deixa, tá na hora de mudar isso!

patijones said,

November 2, 2009 @ 4:56 pm

Esta é a história da minha vida, não sei se certa, não sei se errada.
Mas quando te encontras sozinha/o no meio do nada, sem nada em concreto para apoiar a tua ideia e sem ninguém a teu lado que te diga, vá lá continua, é quase um esforço homérico pensar seguir em frente, o único que te permite continuar já não são as tuas forças mas a dura realidade,o passado encerra um caminho demasiado longo para qual já gastamos a maioria das energias que tínhamos a percorrê-lo, porta fechada, o presente encerra apenas o vazio de quem ainda tem tudo para provar e conquistar, e o vazio é o mais ensurdecedor dos sentimentos. Ainda, porém nos restam duas portas, uma que nos permite seguir em frente apesar de pensarmos que já não é possível e outra que nos permite desviar do nosso objectivo e entreter-nos com outras e novas experiências. Na minha vida aprendi que esta segunda porta é muito agradável e excitante mas que te leva praticamente de volta ao ponto 0 e todo o esforço que fizeste para chegar ali foi quase em vão. E então qual é a solução?
Para mim, é um género de fé, algo que transpõe a lógica das coisas, que não é claro e evidente mas onde está toda a energia que precisas para continuares pela porta em frente. Quando tudo parece perder o sentido o meu conselho é: deixa de ouvir, deixa de sentir, ignorar tudo aquilo que o teu corpo te está a querer dizer,pois todos os sinais são distorcidos pelo MEDO,continuar em frente é a única hipótese de algum dia encontrares a luz que procuras, mesmo quando tudo e todos parecem querer dizer o contrário, vais te sentir impressionado ao perceber que apesar de tudo aquilo que te parecia com a previsão mais realista do teu futuro se dilui a cada passo e vem a tornar-se apenas numa parva previsão pessimista.

É claro que nada nos garante que o caminho que percorremos é o correcto, mas é preciso chegar ao fim do mesmo para o sabermos. Por cada conhecimento sólido que construirmos/conquistamos, garantimos nunca ter que voltar ao principio da viagem. Desde ai o mundo abre-se a novas viagens e novos conhecimentos, para os quais estaremos muito mais preparados e teremos muito mais energia para receber ou fazer.

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